sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Estranhamento
Talvez seja este sol de inverno, um sol que arde nas costas às 6 da manhã, que satura as cores da paisagem, quando o que eu queria era um cinza nos meus olhos, um frio de doer nos ossos.
Talvez seja este mundo de gente à minha volta, gente que fala demais, sorri demais, gesticula demais, quando eu só queria silêncio para ler e pensar.
É possível que a causa de tudo esteja na minha mania de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o que torna humanamente impossível terminar o que quer que seja.
Talvez eu esteja gastando demais e gostando de menos. Será?
Existe uma boa chance de que seja porque estou trepando pouco. Não por qualquer tipo de frigidez. Trata-se, na verdade, de uma disfunção geográfica. Quem está perto não me dá tesão, quem me dá tesão está sempre longe.
Talvez sejam estes quadros que me cercam. Acho que cansei de vê-los. Ou, quem sabe, os livros que ando lendo. Utopias.
Talvez sejam estes discos do Jobim, que me dão saudade de coisas que não lembro mais.
Talvez sejam os fantasmas dos amores que matei nos outros ou que morreram em mim.
Talvez seja tudo isso ao mesmo tempo. Talvez nãoPD
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Cadeira de senado

Na qualidade de cidadã atenao e prestante, estou sugerindo que seja incluida na pauta da reforma do Senado Federal a substituição de todas as cadeiras do plenário por outras idênticas à da foto acima.
A nova cadeira possui tecnologia de ponta (e que ponta!) e comandada através de telefone celular. Assim, qualquer eleitor poderá, quando achar conveniente, engrossar ou afinar, aumentar ou diminuir o tamanho do “pino de encaixe do assento”, além de poder alterar a velocidade do entra-e-sai numa escala de 1 a 5 (inspirada na dança do créu).
Se você apoia esta proposta, divulgue!
Com o povo unido, todo mau senador estará fodido!
Genitalização

Não são poucas as pessoas (homens e mulheres) que possuem um comportamento sexual excessivamente centrado nos genitais. Ou seja, o negócio é pau dentro e o resto é o resto.
Pode ser bom às vezes, quando a urgência ou o tesão acumulado não deixam espaço para mais nada. Mas fazer disso uma prática é um grande desperdício. O corpo todo – não só o pau e a buceta – é uma fonte inesgotável e surpreendente de prazer.
Fugindo do óbvio, você já experimentou, por exemplo, chupar o cotovelo da sua parceira o parceiro? Pois é! Os cotovelos são uns esquecidos, uns rejeitados. Será que eles só servem mesmo para doer quando a cornitude te pega?
Estou pensando seriamente em sugerir ao Lula a criação do PEC: Programa de Erotização do Cotovelo.
O que vocês acham?
domingo, 21 de junho de 2009
Condição ou opção sexual?

Eu já cheguei a questionar minha sexualidade. Sim, foi na adolescência e fiquei em dúvida se queria homens ou mulheres.Admirava muito as mulheres, fui criada só por avó e mãe. Achava que o sexo forte era o meu, isso já me deixava meio confusa.Um homem pra quê? Cada experiência me dizia que os homens são eternos garotos, nunca amadurecem para, talvez, ocupar o lugar do pai que eu não tive. E então percebi que não queria um homem, sentia falta de pai, talvez do contato com um homem mais velho. Mas a admiração pelas mulheres só aumentava, eu via que muitas eram muito felizes bem longe do ideal feminino de realização. Muitas ocupavam o lugar de homem e se saiam muito bem sem ajuda alguma do sexo oposto.Mas sou uma tremenda narcisista.
Não demorou pra perceber que a mulher que eu admirava (e realmente não era todo tipo de mulher) era parecida com o tipo de mulher que eu busco ser. Ou seja, eu queria mesmo um homem que parecesse comigo em tudo. Então, não queria um homem, queria eu mesma. Terapias de autoconhecimento são bacanas pra narcisistas. Ajudam a enxergar que não somos tão incríveis quanto pensamos ser e deixamos de ficar tão apaixonados por nós mesmos quando constatamos isso. Aí já sabia que não queria mulheres, e também aprendi que não existem homens muito maduros e seguros…
Uma coisa que me deixa meio sem graça hoje em dia é o tanto de novidade do campo de opções sexuais. Você não precisa se definir e isso é até bacana, diversidade é divertido e tals. Sou só eu que me sinto uma múmia quanto o assunto são novidades na cama? Sei lá, sexo pra mim é uma coisa que acontece melhor entre duas pessoas, mas isso parece cada vez mais antigo no mundo de hoje. A moda é sexo grupal… E eu estou de fora, pois o único par de seios que não me incomodo de sentir encostando em mim durante um abraço é o da vovó e mamãe.E dois homens? Acho que não dou conta, não…
Não sou tão Matusalém ao ponto de achar que sexo deve ser feito só com amor e blablablá, whiskas sachet, acho que é possível sentir prazer de muitas maneiras, com ou sem sentimento, hetero-bi-homo-pan-self, acho que tudo é possível. Mas acho que está rolando uma glamouri(banali)zação da putaria. O que poderia ser uma alternativa está se tornando regra e as pessoas estão cada vez menos satisfeitas.
Hoje em dia é “super natural” um cara transar com duas mulheres (ou duas mulheres com um cara, whatever). Não demora nada e vai ser “super natural” dois homens transarem com uma mulher. Logo a moda vai ser gang-bang de idosos na Praça da República. Tudo natural, minha gente. Pode ser mais rabugisse minha, mas essa evolução me parece fruto de muita insatisfação. Acho que se eu fosse uma mal comida, passaria a vida tentando sentir prazer de alguma forma, mesmo que essa forma fosse “alternativa”. Só tenho muita pena mesmo de quem se submete a todas as novidades sem sentir prazer algum, só pelo marketing do “eu já fiz…”
terça-feira, 9 de junho de 2009
A mensagem subliminar da muler maravilha

A Mulher-Maravilha foi concebida por um casal: o psicanalista William Moulton Marston (que revolucionou a ciência, contribuindo de forma vital para a base do entendimento neurológico e emocional, hoje possível) e sua esposa Elizabeth Holloway, que lhe inspirou como modelo, em 1941. Outra inspiração dele para a aparência física da personagem foi sua parceira e aluna Olive Byrne, com quem ele teve uma íntima relação de triângulo amoroso com o consentimento da esposa, uma relação poliamorosa. Apesar do uniforme, a heroína não é americana, nem cristã: é uma amazona grega, politeísta pagã, e originária de uma cultura matriarcal, com as mulheres guiando a sociedade desde a família aos negócios, até nas Forças Armadas.
No início, a heroína era desenhada pelo artista co-autor Harry Peter, em histórias escritas pelo próprio psicanalista. O objetivo do doutor era criar uma alegoria para ilustrar sua revolucionária teoria sobre as relações homem-mulher. E ele viu um grande potencial educacional na linguagem das revistas em quadrinhos. Isso mesmo: a primeira de todas as super-heroínas nasceu de uma tese acadêmica. Criada por um doutor em psicanálise, a Mulher-Maravilha é a mais culta de todas as personagens de gibi. A única a ter um criador tão erudito. E também a que possui a mensagem subliminar mais chocante e escabrosa. Mais: é a única criação famosa deliberadamente baseada numa perversão sexual. E quase mudou o mundo.

Os enredos que o dr. Marston escreveu durante anos tinham uma forte ênfase na submissão física, mental e psicológica dos antagonistas. Os inimigos da Mulher-Maravilha, frequentemente, são amarrados e obrigados a executar ordens. Melhor: as outras amigas amazonas sempre se engalfinhavam em luta-livre ou brincavam de escravidão – possivelmente baseado em suas pesquisas iniciais sobre iniciação de novatas em clubes de garotas ou mulheres. Outro detalhe: o dr. Marston foi o inventor do aparelho detector de mentiras. Isso foi refletido como o laço mágico da Mulher-Maravilha: uma vez preso nesse laço, todo mundo se torna um escravo dela – de corpo, mente e alma.

Não entendeu ainda as idéias do doutor? Pois aqui vai: cientista PhD que inventou o meio de extrair a VERDADE do fundo da alma das pessoas detectando as mentiras, autor de vários livros de psicanálise, autoridade respeitadíssima no meio acadêmico e criador da maior de todas as heroínas (uma das principais divindades do Olimpo dos quadrinhos, que compõe a Santíssima Trindade da DC Comics junto com o Batman e o Super-Homem), William Moulton Marston chocou o mundo (e escandalizou pelo menos metade dele – a população masculina) ao defender a seguinte idéia: o sexo masculino deveria se submeter ao poder do sexo feminino. Somente assim o mundo pode conhecer a Paz e a Humanidade renunciar à Guerra: quando os homens se tornarem escravos voluntários das mulheres. E vice-versa: as mulheres se realizariam seguindo a vontade de seus homens. Cada pessoa deveria se submeter a seu amante, extraindo prazer e auto-realização. Pois somente no exercício recíproco da submissão á pessoa amada é que todos se sentem livres e felizes.
"A única esperança para a paz é ensinar ás pessoas que estão plenas de energia e força de vontade, que gozar é o limite... Só quando o controle de si por outros é mais agradável que a afirmação de si próprio em relacionamentos humanos podemos esperar uma sociedade humana pacífica e estável... Dar-se a outras pessoas, deixar-se controlar por elas, submetendo-se a outras pessoas, talvez não possa ser agradável sem um elemento erótico forte. Por isso a Natureza nos dividiu em dois sexos opostos: para encontrarmos o Paraíso um no outro".
Sobre leitores masculinos, ele mais tarde escreveu: "Dê a eles uma mulher sedutora e mais forte para quem se submeter, e eles serão orgulhosos de tornarem-se seus escravos sempre dispos
tos!"
Finalmente uma pessoa sensata! Enfim um psicanalista perfeitamente lúcido!
Pra mim, faz muito sentido..
Por Ernesto Ribeiro
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Esperma é propriedade da mulher!
O entendimento é de uma corte de apelação em Chicago, nos Estados Unidos, que devolveu uma ação por danos morais à primeira instância para análise do mérito. Nela, o médico Richard Phillips acusa a colega Sharon Irons de 'traição calculada, pessoal e profunda' ao final do relacionamento que mantiveram há seis anos.
Sharon teria guardado o sêmen de Richard depois de fazerem sexo oral, e usado o esperma para engravidar. Richard Phillips alega ainda que só descobriu a existência da criança quando Sharon ingressou com ação exigindo pensão alimentícia.
Depois que testes de DNA confirmaram a paternidade, o médico processou Sharon por danos morais, roubo e fraude. Os juízes da corte de apelação descartaram as pretensões quanto à fraude e roubo afirmando que 'a mulher não roubou o esperma'. O colegiado levou em consideração o depoimento da médica. Ela afirmou que quando Richard Phillips ejaculou, ele entregou seu esperma, deu 'de presente'.
Para o tribunal, 'houve uma transferência absoluta e irrevogável de título de propriedade já que não houve acordo para que o esperma fosse devolvido'.
Agora é oficial: os homens não mandam em porra nenhuma!